FUNAAD - Manaíra - PB

Fundação Antônio Antas Diniz

Cultura, Educação, Ética, Fraternidade, História, Ação Social

TURISMO - Potencialidades turísticas
Açude do Catolé

Eventos

Fonseca Quilombola
Museu da Cidade
Parque da Lagoa
Pau Ferrado

Impueira Letreiros II

Inscrições Rupestres

Riacho do Meio

Ruínas da Capelinha

Ruínas do Sobrado

Serra da Bernarda

Trilha Indígena

 

 

ELEMENTOS TURÍSTICOS

Se ainda rudimentares, pouco conhecidos, merecedores de cuidados e reformas, eles existem e podem ser evidenciados como elemenos que podem constituir um parque cultural e turístico para Manaíra.

·       Pedras dos Letreiros I, Minas de Ouro, Casarão dos Antas: Sítios Rajada e Olho d’Água

·       Pedras dos Letreiros II, Gruta e Cangaço: Sítio Impueira

·       Sítios Históricos da Umburana e Pedreira

·       Quilombolas do Fonseca

·       Serra do Pau Ferrado I: 2º ponto mais alto da Paraíba – 1.138m

·       Serra do Pau Ferrado II: esconderijos de Lampião

·       Serra do Pau Ferrado III: Casarões do Pau Ferrado - Os primeiros do Município de Manaíra

·       Trilha do Cangaço I: Pau Ferrado, Baixio, Serra da Bernarda, Boqueirão, Impueira, Areias de Pelo Sinal, Lagoa do Leonardo;

·       Trilha do Cangaço II: Irerê, São José, Riacho do Meio, Manaíra e Travessia

·       Trilha Indígena: Sítio Oitis, Caldeirão do Caboclo, Lageiro da Salgada

·       Açude do Catolé: pescaria, banhos e paisagens naturais

·       Riacho da Arara

·       Festividades: Carnaval, Festa da Padroeira, São João, Emancipação do Município, Semana Cultural

·       Museu da Cidade de Manaíra

·       Parque da Lagoa: Lar das Preguiças Gigante

·       Pousada Irerê

·       Clima agradável e ameno.

·       Migração das andorinhas: dezembro a março

 

Em 2009, o Governo da Paraíba excluiu Manaíra do Roteiro Turístico “Vale das Águas”, por falta de informações sobre suas potencialidades nessa área. Os elementos acima podem contribuir para o resgate desse espaço.
MAPA TURÍSTICO DA PARAÍBA - Fonte: Governo do Estado da Paraíba

 


AÇUDE DO CATOLÉ

Capacidade: 10,5 milhões de metros cúbicos de água

Construído em 19..

O Açude Catolé é um dos maiores da região.

Seu volume d’água permite manter o consumo dos habitantes da cidade, mesmo que ocorra vários anos de estiagem.

Durante o período chuvoso, quando sangra, é aberto aos banhistas.

Aqueles que gostam de pescaria encontram bons momentos de laser nas fisgadas de tilápia e até de tucunaré.

          

 

Voltar


 

EVENTOS

FEVEREIRO: Carnaval

ABRIL: Semana Santa

JUNHO: Festa da Educação e do Meio Ambiente - Importante evento realizado pela Secretaria de Educação, em parceria com alunos, professores e toda a comunidade.

JUNHO: São João - A festa reúne, em praça pública, grupos de danças, pastoril, de quadrilhas, forró pé de serra, além de várias atrações como shows musicais de diversas bandas.

SETEMBRO: Festa da Padroeira - Além do aspecto social, o evento conta com a parte religiosa, que reune os fiéis de Nossa Senhora das Dores na celebração do novenário e também nos leilões e pavilhão da festa.

DEZEMBRO: Semana Cultural - Dias 17 a 20 - Almeja propiciar à comunidade de Manaíra e a seus visitantes, um evento pioneiro, construído pelo próprio povo, por seus artistas e convidados, que, livres em seu pensar e agir, querem ser protagonistas de sua cultura.

DEZEMBRO: Dia 21, festa do aniversário da cidade.

DEZEMBRO: 24 a 25, Natal Sem Fome e Alto de Natal.

Voltar

 


SÍTIO FONSECA E QUILOMBOLAS

Fonseca: artesanato rústico, como era há um século. Falta um pequeno esímulo para aperfeiçoar-se.

 

OS QUILOMBOLAS DO FONSECA

O quilombo é seguramente uma palavra originária dos povos africanos de língua bantu (Ki-lombo, aportuguesado Qui -lombo). Sua presença e seu significado no Brasil têm a ver com alguns ramos desses povos cujos membros foram trazidos e escravizados nesta terra. Trata-se dos grupos Lunda, Ovimbundu, Mbundu, Kongo, Imbangala etc., cujos territórios se dividem entre Angola e Zaire (MUNANGA apud MOURA, 2001, p. 21).

Sempre que podiam, os negros fugiam e reuniam-se em grupos ou povoados, chamados Quilombos ou Mocambos. Houve quilombos em muitas regiões do Nordeste. Fala-se que o Fonseca já foi um Quilombo, porém é pouco provável, por conta da proximidade dos engenhos de Baixa Verde (PE) e da Pedreira (Manaíra), onde eles trabalhavam. Seria muito fácil serem recapturados. É mais provável que tenha sido um ajuntamento daqueles que saíam da escravidão por estarem abolidos.

Muitas pessoas, no sítio Fonseca e arredores, não pronunciam palavras em português compostas de consoante + consoante + vogal; pronunciam na ordenação de consoante + vogal + vogal. Encontramos até em Areias de Pelo Sinal, conversando com pessoas da família Cazuza, de cor negra, comentando sobre a história de Clementino Quelé, eles trocam “Cle-mentino” por “Qui-li-mentino”; Águas “Cla-ras”, por Águas “Qui-la-ras”.

O Fonseca localiza-se na região alta da Umburana, em um dos contrafortes da Serra do Teixeira, próximo à divisa com o estado de Pernambuco. Distando cerca de 2 km da sede do município de Manaíra, tem atualmente 281 moradores que integram a Associação Quilombola do Fonseca, fundada em 28 de setembro de 2007. Esta teve seu título de reconhecimento publicado no Diário Oficial no dia 18 de agosto de 2008. Essa conquista, e os relatórios antropológicos elaborados pelo INCRA, foram os principais pré-requisitos para a regulamentação do território quilombola, pelo Governo Federal.

COMO CONTAM A SUA HISTÓRIA

No ano de 1903, vieram dois índios para aqui: um se chamava Tapuia, e o outro, Fonseca. Eles encontraram um lugar coberto de serras e matas. Aí o Índio Fonseca convidou índios de outras aldeias para dar inicio a uma comunidade de índios. Aconteceu que, em 1927, começou a chegar gente de diferentes cidades, como, por exemplo, gente da cidade de Triunfo – PE. No meio desse povo vieram dois casais que tinham o costume de visitar índios. Até chegar o ponto de eles tomarem posse das terras que eram dos índios e se tornar donos dessas terras.

            Em 1940, esses casais tiveram filhos e aí, então, começou uma nova geração. Os segundos donos morreram e ficou para os filhos. Uma delas se chamava Zélia. Depois, com o passar do tempo, o lugar recebeu o nome de Fonseca. Em 1956, veio um pessoal que vinha da escravidão e juntamente com as famílias fizeram moradias, tipo casas de barro. Esses casais se chamavam Ria e Cachoeira e tiveram vários filhos. Depois houve uma revolta de famílias contra famílias, executaram dois irmãos e uma senhora que era conhecida como Joventina. Daí levantaram a História do Fonseca.

            Em 1982, veio um padre, Frei Paulo Cardoso, hoje bispo da diocese de Petrolina, que, junto a outras pessoas, formou uma comunidade de base, onde as pessoas deveriam se reunir para rezar, para conversar sobre a sua realidade e lutar para conquistar seus objetivos. Talvez por falta de experiência, faltaram pessoas para dar continuidade a esse trabalho.

            Em 1994, veio um vigário da paróquia de Manaíra, que se chama Frei João José Costa, mandado por Deus. Ele convidou duas pessoas da cidade, o gerente do Banco do Brasil, Humberto, e formamos uma Comunidade. E agora, a comissão estadual conosco fizemos várias reuniões e aí chegamos à conclusão de reconhecer a comunidade como quilombo. Junto com padre Luiz, Francimar, tivemos apoio do PROPAQUE e de outras entidades. Desde então, eles não mediram esforços para nos ajudar. Graças a Deus e a eles que olharam para nós bem de perto. Relatado por Luis Martins dos Santos, presidente da Associação Quilombola do Fonseca.

Negros descendentes de escravos africanos, certamente advindos dos canaviais da Baixa Verde, da Umburana e da Pedreira, guardavam fortes características dos antepassados. Vieram para a região, não se sabe quando, provavelmente nas décadas de abolição da escravatura.

Agricultura e Saúde

Os negros do Fonseca sobrevivem graças à agricultura (milho, feijão, macacheira, bananeira, andu etc.) e à criação de porcos e galinhas.

Religião

O catolicismo predomina como a principal religião.

Apartheid

Até recentemente, na segunda metade do século XX, os negros viviam isolados porque sofriam bastante preconceitos e até preferiam não se aproximar muito da cidade nem frequentar suas festas.

São José de Princesa também possui uma comunidade quilombola, a do Livramento. Até 1994, o Livramento fazia parte de Princesa Isabel, mudando após a emancipação política daquele município.

Voltar

 


O MUSEU DA CIDADE

Entre milhares de itens que compõem o acervo do Museu, estão os quadros de dois dos monumentos históricos da Cidade, que foram destruídos: a primeira Capela e o Grupo Escolar. Imagens restauradas e reconstruídas pelo Autor.

 

Em 2007, dois colecionadores de antiguidades se encontraram em Manaíra. Depois de horas de conversas, empolgados com os artefatos que cada um já havia conseguido, nasceu a idéia de se encontrar um local onde pudessem expor suas peças e elas pudessem servir para a apreciação cultural e educacional da Comunidade. Ali nasceu a idéia de um Museu para Manaíra. Valdeny Antas Diniz, conhecido por Dido e Sipriano Alves Ferreira, conhecido por Biela, amadureceram a idéia, trocaram informações, reuniram mais antiguidades, e conseguiram de José de Souza, então prefeito municipal, e de José Simão, seu antecessor, a garantia do fornecimento de um ambiente propício à instalação do Museu. Foi conseguido o prédio da antiga mercearia que pertencera a Antônio Antas Diniz, por ser um dos mais antigos da localidade, por ter um sobrado e por guardar sintonia com a causa histórica pretendida.

 

 

Capela construída em 1870, com a participação do Pe. Francisco Tavares Arcoverde, Manoel Pereira da Silva e povo de Alagoa Nova.

Vê-se, ao centro, uma pequena tore de madeira, com uma escada: ali ficava o sino. Nas décadas a partir de 1950, era tocado por Benedito Mandú. Sua esposa, Quitéria Silva e as filhas, Gogóia e Pixita, mantinham a limpeza, a organização, a arrumação das festas e a animação dos cânticos.

À direita, esquina da residência de Antônio Antas Diniz.

 

 

 

 

 

Voltar


 

PARQUE DA LAGOA

O Parque da Lagoa

 

Voltar


 

O PAU FERRADO

Berço da colonização manairense e palco de lutas de coronéis e cangaceiros, o Pau Ferrado alcança a altitude de 1.138 metros. Possui terras férteis, clima agradável, além de ser um ambiente histórico e turístico de grande beleza.

 

Pico do Pau Ferrado. Ponto mais alto de Manaíra e segundo da Paraíba. Aqui habitaram os primeiros colonos de Manaíra e de Patos Irerê. Foto do Autor

   

Casarão de Né Marcelino, construído em 1827, no Pau Ferrado. Ainda é habitado por seus descendentes.

Manoel Marcelino também foi o colonizador do sítio Pau Ferro.

Foto do Autor

   
 

Pau Ferrado

 Casarão de Né Menino, com sobrado na lateral esquerda.

O paiol, para guarda da produção agrícola, tem suas paredes feitas com pedras.

Foto do Autor.

   

Em locais como o Pau Ferrado, ainda encontra-se a Casa Grande de Né Menino, desmembrada da casa do paiol, para evitar o trânsito de ratos contaminados entre as duas construções. Essa reforma foi feita por orientação do governo, para evitar que a doença alcançasse os moradores, através do rato.

   

 

Voltar

 


IMPUEIRA:

SEU BLOCO GRANÍTICO MAIOR. GRANDES ROCHAS FORAM USADAS PARA INSCRIÇÕES RUPESTRES. OUTRAS, FORMAM UMA GRUTA

 

 

DESENHOS NAS ROCHAS DA IMPUEIRA: SÃO POUCO NÍTIDOS E MENOS NUMEROSOS QUE OS DA RAJADA

 

 

Voltar


 

INSCRIÇÕES RUPESTRES

As Pedras dos Letreiros I - Sítio Várzea Nova

Este é um roteiro fascinante. Leva o turista a conhecer uma "pedra do sino", o Casarão dos Antas com quase 3 séculos de existência, as minas de ouro da Rajada, uma vista fantástica de um mirante que permite enxergar o cume das serras da região e um monumento rochoso sem igual onde se encontram as misteriosas inscrições rupestres que dão nome ao local. 

O ponto turístico mais emblemático de Manaíra: belo, desafiador, monumental e conhecido por poucos. Para se chegar lá, segue-se pelos sítios Bom Jesus, Serrinha, Olho d’Água, Rajada, Várzea Nova. O percurso consiste em uma aventura entre as serras, emolduradas pelas palmeiras catolé, a mata, os grandes rochedos dos picos e os abismos ao lado da estrada. Não falta a sonora Pedra do Sino, cavernas entre as rochas, mina d’água e uma escalada que precisa ter bom fôlego para chegar ao local. Fosse somente o visual que se enxerga do alto, já bastaria para compensar a viagem.

Uma pequena trilha, ligando a estrada e o pico da serra, muito ajudaria, se existisse. Também se faz necessário um guia para orientar o visitante: no roteiro dentro da mata, quanto à sua própria segurança, a preservação do local e do meio ambiente. O local tem sérios sinais de agressão por vandalismo como pinturas descascadas para serem levadas de “lembrança” até mesmo sinais de explosões, por pessoas que imaginam ser ali esconderijo de algum tesouro.

Outra visita imperdível é a do Sítio Impueira. Também ali existem inscrições rupestres nas rochas, em número bem reduzido. A vista, do alto dos imensos rochedos, permite registros fotográficos de incrível beleza. As grandes pedras formam um gruta que pode abrigar várias pessoas, em pé.

A Impueira também faz parte da trilha do cangaço, por ter sido palco de confronto dos cangaceiros de Lampião, liderado por seus irmãos Livino e Antônio, com a Polícia que vinha de Alagoa Nova e Patos. Naquele momento eles estavam se dirigindo para Pelo Sinal, disfarçando a retirada de Lampião que seguia para Triunfo, para cuidar do pé que estava ferido.

Os sítios históricos da Barra Nova e da Impueira, com seus desenhos impressos no granito, oferecem um desafio à imaginação. Não se tem pistas de quem os fez, em que época, ou do que possam significar, mas são fascinantes e possuem, sem dúvida, séculos de existência.

As imagens, exibidas à esquerda dos quadros seguintes, foram rastreadas por computador e são exibidas, à direita, com uma coloração ativa, com o propósito de permitir melhor visualização pelo observador. As fotos foram colhidas pelo Autor em 2013. A série maior é da da Várzea Nova e, as oito últimas, do sítio Impueira.

 

PEDRAS DOS LETREIROS – INCRIÇÕES RUPESTES NO ALTO DE UM PICO ROCHOSO, LOCALIZADO NO SÍTIO VÁRZEA NOVA

 

RAÍZES DE UMA PLANTA?

POTES DE ARGILA?

NUMERAL 82?

 

A IMAGINAÇÃO

LEVA O OBSERVADOR

A UMA

VIAGEM, COM VÁRIAS

ALTERNATIVAS DE INTERPRETAÇÃO

 

PRINCIPAL RECEBENDO AFLUENTE

PARALELAS COM PONTO À ESQUERDA

UM DOS MAIS EXPRESSIVOS SÍMBOLOS, UMA SIGNIFICATIVA OBRA DE ARTE

 

ESTE INDICA UM ENTRELAÇAMENTO DAS LINHAS

PROJEÇÃO

MANDACARU COM 4 RAMOS?

MANDACARU COM 3 RAMOS?

 

 

BORBOLETAS EM BANDO, OU SERES QUE AS SEGUEM?

 

LASCAS DA PEDRA ESTÃO SENDO RETIRADAS, DEIXANDO AS IMAGENS INCOMPLETAS

 

      

 

MOVIMENTOS E  MEMBROS NÃO DEIXAM DÚVIDAS DE QUE REPRESENTAM SERES VIVOS

A NITIDEZ DESTES DESENHOS COMUNICA SUA BELEZA

 

A TELA ASSEMELHA-SE À CADEIA DE MONTANHAS QUE SE VISUALIZA DO LOCAL

UM PEIXE, UM ABANADOR, O CONTORNO DE UM MONTE?

  

UMA DAS GRUTAS EXISTENTE EM VÁRZEA NOVA, AO LADO DOS LETREIROS

 

Voltar

 


 

RIACHO DO MEIO

Mulungú

Cícero Bezerra

Voltar

 


 

RUÍNAS DA CAPELINHA

Ruínas da Capelinha, construída no local onde foi sepultada a Família Paixão.

 

 

 

 

No ano de 1926, surge em Alagoa Nova, a epidemia da febre bubônica, conhecida como febre do rato, doença transmitida pelo rato através da pulga. Na época, muitas famílias faleceram por consequência dessa doença, por não terem nenhum tratamento eficaz para combater tal infestação. Dentre estas famílias, destacamos a família Paixão, na qual quase todos os membros morreram em conseqüência desta praga. A primeira vitima, foi o senhor Pedro Paixão, pai de Luis Pereira, conhecido por Lú Pinto. As últimas vítimas foram Ana Paixão e seu esposo Joaquim Paixão, um dos chefes de Alagoa Nova, comerciante e dono de uma bolandeira, máquina usada para descaroçar algodão. Todos foram sepultados no sitio Capelinha, propriedade da família de Cícero Barbosa. (Por Marilene Inácio)

Eu já tinha terminado os estudos, fiz o ginásio e naquela época só não terminei a ultima prova porque veio aquela doença que chegou, chamava-se bubônica, e eu estava na casa de tia Quitéria. Eu e Zé Rabêlo estudávamos juntos, ai foi preciso me mudar. Eu não recebi o diploma, mas fiz até as ultimas provas do ginásio (Tião Mandú).

Voltar

 


 

SÍTIOS HISTÓRICOS DA UMBURANA E DA PEDREIRA

SOBRADO DA PEDREIRA

            O Sobrado da Pedreira teve sua construção concluída em 12 de dezembro de 1851. Seu primeiro dono foi Manoel José Diniz, solteiro, que ali habitou por 20 anos.

Desistindo da atividade rural, em 1871 vendeu a propriedade ao Major Gerônimo Teotonho da Silva Loreiro e sua mulher, Maria Emília Côrte. O pai dela era Italiano e se chamava Ângelo Côrte, e a mãe chamava-se Joaquina Côrte. O Major era senhor de 50 escravos, e os possuía em perfeito estado de saúde. Após sua morte, eles foram muito bem cuidados pela senhora Maria Emilia.

Maria Emília teve somente um filho do Major Loreiro, de nome Valeriano Côrte Loreiro. Seu segundo esposo veio de Campina Grande. Era advogado e veio defendê-la em uma causa na justiça, contra um entiado dela. Esse entiado era policial militar, residia em Recife, Pernambuco, e queria tomar um terreno, em Pernambuco, de sua madrasta. Sua madrasta ganhou a causa.

Três anos depois veio a casar-se com seu advogado, com o qual teve oito filhos: Leonidas, Políbio, Fírias, Corina, Maria, Nelina, Leonizia e Ermengarda Côrte de Araújo.

Depois que a mãe morreu as herdeiras do Sobrado foram Corina e Leonizia.

Corina faleceu com 85 anos, em 10 de novembro de 1988, e Leonizia, em setembro de 2004. Ficaram os sobrinhos e sobrinhas por conta do Sobrado.

Casa Grande da fazenda. Algumas das janelas do primeiro andar. Foto do Autor.

Detalhe da parede da Senzala, onde ficava uma média de 50 escravos. Foto do Autor

 

Voltar


 

A SERRA DA BERNARDA

A antiga Serra de Antônio Bernardo, ou Serra da Bernarda, é um marco divisório entre os estados da Paraíba e Pernambuco, entre Manaíra e Santa Cruz da Baixa Verde. Nas proximidades do Pau Ferrado, destaca-se por seu clima ameno e agradável pelas vistas deslumbrantes e suas construções de pedras. Não faltam os casarões nem os relatos das estadas e tiroteios dos cangaceiros.

 

 

Voltar


 

TRILHA INDÍGENA: Sítios dos Oitis e da Salgada

Os velhos dos Oitis contam que, em muitas noites de lua cheia, nos avançados da hora, escutam urros e gemidos, o tinido da pedra do sino, muitos cães latindo e um vento muito forte. Dizem que é provocado pelas almas dos índios que morreram ali. Em uma dessas noites, muito tempo atrás, essa pedra (da foto) teria rolado do alto do lageiro, indo parar do outro lado da serra, voltando depois. Ficou seu rastro na mata quebrada, por onde ela passou.

Oitis - No alto do serrote, uma pedra do sino. Dela se contam lendas de fantasmas indígenas. Na elevação do terreno desmatado, no centro ao fundo, encontram-se vestígios da aldeia dos Oitis.

 

Esquerda: cerâmica cozida, com as marcas das estacas que estruturavam as ocas. Direita: Pedra utilizada pelos indígenas para afiar ferramentas. Foto do Autor. Pedra ovóide – utilizada para triturar milho e outros grãos.

Voltar


 

HomeFundaçãoMuseuParahybaManaíraFotos
Direitos Reservados. ©: Valdeny Antas Diniz